Parada LGBT de São Paulo

Parada LGBT de São Paulo


Como foi participar do maior evento LGBT da América Latina


Carolina Vergara


18 de junho de  2017: 21ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

Até parece que a gente não ia, né?! Bem, e o que dizer sobre o maior evento LGBT da América Latina? Tudoooo!

Que foi lindo, que foi emocionante, que foi inclusivo, que foi cheio pra caramba, que deu até um pouco de claustrofobia (ok!) no meio da multidão, que parecia um dia frio, mas esquentou e a gente cozinhou no meio da galera, que o protetor solar não deu conta, que tinha muuuuito mais homem que mulher (como sempre), que cantar alto What’s Up (Alou, Sense8 <3) arrepiou a alma, que a Daniela é a nossa Mãe Sapatônica MESMO e que a gente saiu ainda mais feliz de fazer parte da comunidade mais linda do mundo.

Ufa! Tudo isso e ainda é pouco perto do que foi a emoção de viver todo aquele movimento junto com mais cerca de 3 milhões de pessoas! 

Infelizmente, este ano, não conseguimos credenciais para subir em um dos carros. Mas não importa: acompanhar a Parada do chão, caminhando por todo o percurso da Avenida Paulista até o Vale do Anhangabaú, nos fez perceber que, muito além de toda a festa, purpurina e pegação (sim, ela existe, e que bom que existe!) tá ali uma galera engajada em mostrar ao que veio. Vimos ontem o que sempre vemos em encontros como este: muito orgulho, muita coragem e muita liberdade de sermos o que somos. Cá pra nós, quero ver fazer festa e aparecer tão bem quanto a gente, viu!

Há quem diga que as Paradas de Orgulho LGBT perdem força social à medida que se tornam festas espetaculares, atraindo turistas e investimentos privados (como foi o caso das marcas UBER, Doritos, Skol e outras mais). Nós, do Mundo Delash, discordamos: o movimento é sim de natureza festiva e colorida, mas também tem seu impacto político. O tema desta ano foi "Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei. Todas e todos por um Estado laico", e, por todo o desfile, pudemos ver cartazes a favor do voto em LGBT nas campanhas eleitorais de 2018, dentre tantas outras manifestações.

Além do mais, festa é manifesto: quem foi que disse que para existir tem que ser careta!?

É isso, amigas! Espero que ano que vem possamos comemorar juntxs toda essa festa que é viver e ser sapatão! 

E aguardem: estamos nos programando para ferver também das Paradas de Brasília e de Belo Horizonte, ainda este mês! Aguardem que a gente tá que tá!